domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sou um sujeito sem predicados
objeto!
Sem voz, passivo
As vezes vivo no pretérito
Sou vendedor de artigos indefinidos
Que procura por subordinada
Que possua alguns adjetivos
Nem precisam ser superlativos
Desde que não venha precedida
De relativos e transitivos
Para um encontro vocálico
Que deseje fazer uma conjugação mais que perfeita
Esquecendo o pretérito
Transformando o presente
E pensando no futuro!

Matemática Peninha

Você gosta de sonhar olhando as estrelas
O meu sonho é mais real depois do amor
Eu igual você não tenho pressa
Também acho bom à beça
Fazer carinho debaixo do cobertor
Eu igual você não tenho pressa
Também acho bom a beça
Fazer carinho debaixo do cobertor
Você ama matemática, eu adoro português
Me arrependo do que fiz
 
e você do que não fez
eu preciso de silêncio e você de multidão
dois jeitos de ser, num só coração
É, e é por tudo isso que está dando certo
Melhor coisa do mundo é ter você por perto u u
Segura minha mão
É, Seguro nos seus braços eu fico a vontade
Sou a pessoa mais amada da cidade u u
Nunca mais solidão.
 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

De mão atadas

Quero e não posso

Devo e não faço

Amo e não deixa

Vivo no laço

Sonhos são sonhos

Viver é real

Do chão eu não saio

Morre é fatal

Caminha é preciso

Essa angústia é normal

Sem quê

Pra quê

Por quê

O que posso é banal

Não pedi pra nascer

Nem tão pouco morre

Nessa angústia de ser

Nada posso fazer

Um dia ainda descubro

O sentido da vida

E consigo arrancar

Do meu peito a ferida

sábado, 14 de janeiro de 2012

Pra que palavras

Pra que palavras

Nem parecia que era a primeira vez que se encontravam, toda ansiedade misturada à expectativa do primeiro encontro, havia enfim terminado. Timidamente um foi na direção do outro era uma mistura de medo e desejo, esperança e desconfiança, ilusão e realidade. Os passos que havia começado de vaga, agora eram apressados, estavam quase correndo, não que estivessem longe um do outro, porém o nervosismo deixava o caminho mais longo. Ao se aproximarem, pararam, e ficaram ali, agora frente a frente, olhos nos olhos; era a primeira vez que se encontravam, jamais tinham se visto, mas era como se um tivessem se reconhecido o outro, tal vez de outra vida ou mesmo dos sonhos mais íntimos. As expectativas foram superadas, eles estavam palpitando de felicidade por dentro, transparecia em seus olhos o sentimento ali presente. O olhar era intenso chegava a ser uma contemplação, nada envolta importava não piscavam nem um segundo para não perde nenhum instante daquele momento mágico. Ele teve a certeza que havia encontrado o amor da sua vida. Ela quer por muito tempo sonhou,buscou, pediu a Deus por um príncipe encantado, que agora estava ali na sua frente, não conseguia nem se mexe de tanta emoção. De súbito e sem dizer uma palavra, abraçaram-se e embebidos da mesma emoção beijaram-se longamente; não havia mais nada a dizer, pois seus olhos já tinham dito palavras infinitas, palavras que só o coração é capaz de entende.

A primeira vez em que eu te vi
Eu nunca me esqueci daquele dia
Tão cheio de ternura e de alegria
Começava o nosso grande amor

Havia tanta paz no seu olhar
E amor no seu sorriso de menina
O sentimento a gente não domina
Quando se percebe um grande amor

Percebi então que o seu olhar
Alguma coisa me dizia
Tanta coisa linda
Tudo aquilo que meu coração queria

Tanta emoção
No coração já não podia ser contida
Pois eu acabava de encontrar
O grande amor da minha vida

Num dia inesquecível te encontrei
Nos abraçamos demoradamente
Depois nós nos olhamos longamente
Sabendo o que era ter um grande amor

Palavras lindas cheias de emoção
Diziam o quanto a gente já se amava
Mais perto cada vez eu te falava
Que a gente respirava o mesmo ar

Te beijei na boca e percebi
Que era o seu primeiro beijo
Respeitei você, sua inocência
E ignorei o meu desejo

Como uma criança
Não cabia em mim tanta felicidade
E como um adulto
Eu não podia acreditar que era verdade

E esse amor que um dia nos uniu
E enche a nossa vida de alegria
Com beijos como aquele todo dia
A gente não se cansa de lembrar

Te beijei na boca e percebi
Que era seu primeiro beijo
Respeitei você, sua inocência
E ignorei o meu desejo

Como uma criança
Não cabia em mim tanta felicidade
E como um adulto
Eu não podia acreditar que era verdade.

Musica: O grande amor da minha vida: Roberto Carlos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Saudade
De está com minha família
Do beijo doce de minha mãe
De ser esperado na porta de casa por ela
De ser mimado quando ficava doente
De dormi com minha mãe quando meu pai viajava
Das musicas que minha mãe cantava escutando o rádio na cozinha
Das comidas maravilhosas que minha mãe fazia
Das festas que reunia toda a família lá em casa
Das briguinhas com minha irmã que acabavam antes de começa
De pagar a ela para arrumar meu quarto quando tava com preguiça
Da minha casa
Dos papos que tínhamos
Das conversas de namoro
Da curiosidade de minha mãe
Do rosto sério, mais também curioso do meu pai
Da esperança que ele tinha no futuro quando dizia: No final da tudo certo
Das reclamações dele (e eram muitas)

Desliga a luz!
Olhe o som Alto!
Cuidado!
Meu pai nunca disse amo você, não precisava, eu já sabia disso
De tomar banho pelado no quintal
De deita na cama e coloca as pernas para cima sem presa de mim levanta
De aprender a rezar com minha mãe
De ver o amor de meus pais
Das risadas e zoadas
De liga o som bem alto para todos os vizinhos ouvir
Dos meus vizinhos que praticamente eram minha segunda família
Do futebol no paralé da rua
Da namoradinha
Do ciúme que sentir quando minha melhor amiga arrumou um namorado
Das coisas simples e pequenas, mais que são as mais importantes
Das coisas cheias de esperança
Do amor sentido e vivido não prometido
Do amor amado e não falado
É saudade,
Saudade da minha família
                              Que dói
                              Que faz C
                                                 H
                                                    O
                                                        R
                                                               A
                                                                   R
Mas aí eu paro!
Fecho os olhos
Respiro fundo e sigo
Sigo a caminhar!
Pois a estrada é longa o tempo é curto
E nada se pode fazer; a não ser caminhar!


Quanta gente a gente vive deixando pra trás
Mas tem coisas nesta vida que não voltam mais
Quanta gente a gente vive deixando pra trás
Mas tem coisas nesta vida que não voltam mais
A primeira namorada
A professora do jardim
Companheiros de estrada
Não se lembram mais de mim
Amizade abandonada
Só colegas de profissão
A família separada
Meus vizinhos eu nem sei quem são

Pior que tudo isso é te perder
Ter que chorar, ter que sofrer
Pra aprender então a dar valor
A um grande amor

Pior que tudo isso é te perder
Ter que chorar, ter que sofrer
Pra aprender então a dar valor
Ao nosso amor

Não vá, não sei
Viver sem o teu amor
Não vá, não sei
Viver sem o teu amor

sábado, 31 de dezembro de 2011

Mar morto



As noites de luar no cais são feitas para o amor, são nessas noites que se escutam gritos agudos de prazer e dor. Grito de um animal ferido, que ama como se fosse a ultima vez, para as mulheres que vivem com homens do mar o amor tem gosto de saudade. “Desgraçado é o destino da mulher que vai com um homem do mar, sorte boa não terá, infeliz destino é o seu, os seus olhos não pararão jamais de chorar. O mar é livre, mas aprisiona com correntes todas as pessoas que vivem dele. É belo e ao mesmo tempo terrível, pois morre de inveja da felicidade dos homens, desconta nas pessoas o amargo da sua infelicidade, da sua eterna solidão. E torna desgraçado o destino de quem depende dele para viver, aprisio-  nando os homens e suas almas.                                                                                            A cada partida, nunca um thão! Nem até logo, sempre um adeus! Cada momento é vivido e sentido como se fosse o último. E realmente podia ser o último suspiro, o último beijo, a última carícia, em instantes tudo pode acaba. Para quem se vai a sensação diferente e única, uma espécie de medo e desejo de encontrar Iemanjá e toca nos seus lindos cabelos, nem que fosse só uma única vez,  nem que pra isso tenha que anda sempre lado a lado abraçado com a morte. Não se sabe de um homem do mar que tenha envelhecido no seu saveiro ou na sua canoa; todos morrem no mar. Iemanjá tem ciúmes, então desencadeia as tempestades, que só são acalmadas com flores, presentes, oferendas. O mar pode ser muito cruel, quantas mulheres choraram, ascenderam velas implorando a Deus, por um milagre que não acontecia por uma volta que não vinha por isso insoso, por isso salgado, por isso morto.





Mucuripe

AS VELAS DO MUCURIPE
VÃO SAIR PARA PESCAR
VOU LEVAR AS MINHAS MÁGOAS
PRÁS ÁGUAS FUNDAS DO MAR
HOJE À NOITE NAMORAR
SEM TER MEDO DA SAUDADE                                                                                SEM VONTADE
DE CASAR                                                                                             CALÇA NOVA DE RISCADO
PALETÓ DE LINHO BRANCO
QUE ATÉ O MÊS PASSADO
LÁ NO CAMPO AINDA ERA FLÔR
SOB O MEU CHAPÉU QUEBRADO
O SORRISO INGÊNUO E FRANCO
DE UM RAPAZ NOVO ENCANTADO
AQUELA ESTRELA É DELA                                                                                         VIDA VENTO VELA LEVA-ME DAQUI


Composição: Fagner e Belchior