quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Pra que palavras
Pra que palavras
Nem parecia que era a primeira vez que se encontravam, toda ansiedade misturada à expectativa do primeiro encontro, havia enfim terminado. Timidamente um foi na direção do outro era uma mistura de medo e desejo, esperança e desconfiança, ilusão e realidade. Os passos que havia começado de vaga, agora eram apressados, estavam quase correndo, não que estivessem longe um do outro, porém o nervosismo deixava o caminho mais longo. Ao se aproximarem, pararam, e ficaram ali, agora frente a frente, olhos nos olhos; era a primeira vez que se encontravam, jamais tinham se visto, mas era como se um tivessem se reconhecido o outro, tal vez de outra vida ou mesmo dos sonhos mais íntimos. As expectativas foram superadas, eles estavam palpitando de felicidade por dentro, transparecia em seus olhos o sentimento ali presente. O olhar era intenso chegava a ser uma contemplação, nada envolta importava não piscavam nem um segundo para não perde nenhum instante daquele momento mágico. Ele teve a certeza que havia encontrado o amor da sua vida. Ela quer por muito tempo sonhou,buscou, pediu a Deus por um príncipe encantado, que agora estava ali na sua frente, não conseguia nem se mexe de tanta emoção. De súbito e sem dizer uma palavra, abraçaram-se e embebidos da mesma emoção beijaram-se longamente; não havia mais nada a dizer, pois seus olhos já tinham dito palavras infinitas, palavras que só o coração é capaz de entende.
A primeira vez em que eu te vi
Eu nunca me esqueci daquele dia
Tão cheio de ternura e de alegria
Começava o nosso grande amor
Havia tanta paz no seu olhar
E amor no seu sorriso de menina
O sentimento a gente não domina
Quando se percebe um grande amor
Percebi então que o seu olhar
Alguma coisa me dizia
Tanta coisa linda
Tudo aquilo que meu coração queria
Tanta emoção
No coração já não podia ser contida
Pois eu acabava de encontrar
O grande amor da minha vida
Num dia inesquecível te encontrei
Nos abraçamos demoradamente
Depois nós nos olhamos longamente
Sabendo o que era ter um grande amor
Palavras lindas cheias de emoção
Diziam o quanto a gente já se amava
Mais perto cada vez eu te falava
Que a gente respirava o mesmo ar
Te beijei na boca e percebi
Que era o seu primeiro beijo
Respeitei você, sua inocência
E ignorei o meu desejo
Como uma criança
Não cabia em mim tanta felicidade
E como um adulto
Eu não podia acreditar que era verdade
E esse amor que um dia nos uniu
E enche a nossa vida de alegria
Com beijos como aquele todo dia
A gente não se cansa de lembrar
Te beijei na boca e percebi
Que era seu primeiro beijo
Respeitei você, sua inocência
E ignorei o meu desejo
Como uma criança
Não cabia em mim tanta felicidade
E como um adulto
Eu não podia acreditar que era verdade.
Eu nunca me esqueci daquele dia
Tão cheio de ternura e de alegria
Começava o nosso grande amor
Havia tanta paz no seu olhar
E amor no seu sorriso de menina
O sentimento a gente não domina
Quando se percebe um grande amor
Percebi então que o seu olhar
Alguma coisa me dizia
Tanta coisa linda
Tudo aquilo que meu coração queria
Tanta emoção
No coração já não podia ser contida
Pois eu acabava de encontrar
O grande amor da minha vida
Num dia inesquecível te encontrei
Nos abraçamos demoradamente
Depois nós nos olhamos longamente
Sabendo o que era ter um grande amor
Palavras lindas cheias de emoção
Diziam o quanto a gente já se amava
Mais perto cada vez eu te falava
Que a gente respirava o mesmo ar
Te beijei na boca e percebi
Que era o seu primeiro beijo
Respeitei você, sua inocência
E ignorei o meu desejo
Como uma criança
Não cabia em mim tanta felicidade
E como um adulto
Eu não podia acreditar que era verdade
E esse amor que um dia nos uniu
E enche a nossa vida de alegria
Com beijos como aquele todo dia
A gente não se cansa de lembrar
Te beijei na boca e percebi
Que era seu primeiro beijo
Respeitei você, sua inocência
E ignorei o meu desejo
Como uma criança
Não cabia em mim tanta felicidade
E como um adulto
Eu não podia acreditar que era verdade.
Musica: O grande amor da minha vida: Roberto Carlos
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Saudade
De está com
minha família
Do beijo
doce de minha mãe
De ser
esperado na porta de casa por ela
De ser
mimado quando ficava doente
De dormi com
minha mãe quando meu pai viajava
Das musicas
que minha mãe cantava escutando o rádio na cozinha
Das comidas
maravilhosas que minha mãe fazia
Das festas
que reunia toda a família lá em casa
Das
briguinhas com minha irmã que acabavam antes de começa
De pagar a
ela para arrumar meu quarto quando tava com preguiça
Da minha casa
Dos papos
que tínhamos
Das
conversas de namoro
Da
curiosidade de minha mãe
Do rosto
sério, mais também curioso do meu pai
Da esperança
que ele tinha no futuro quando dizia: No final da tudo certo
Das
reclamações dele (e eram muitas)
Desliga a luz!
Olhe o som Alto!
Cuidado!
Meu pai
nunca disse amo você, não precisava, eu já sabia disso
De tomar
banho pelado no quintal
De deita na
cama e coloca as pernas para cima sem presa de mim levanta
De aprender
a rezar com minha mãe
De ver o
amor de meus pais
Das risadas
e zoadas
De liga o
som bem alto para todos os vizinhos ouvir
Dos meus
vizinhos que praticamente eram minha segunda família
Do futebol
no paralé da rua
Da
namoradinha
Do ciúme que
sentir quando minha melhor amiga arrumou um namorado
Das coisas
simples e pequenas, mais que são as mais importantes
Das coisas
cheias de esperança
Do amor
sentido e vivido não prometido
Do amor
amado e não falado
É saudade,
Saudade da
minha família
Que dói
Que faz C
H
O
R
A
R
Mas aí eu
paro!
Fecho os
olhos
Respiro
fundo e sigo
Sigo a caminhar!
Pois
a estrada é longa o tempo é curto
E
nada se pode fazer; a não ser caminhar!
Quanta gente a gente vive deixando pra trás
Mas tem coisas nesta vida que não voltam mais
Quanta gente a gente vive deixando pra trás
Mas tem coisas nesta vida que não voltam mais
A primeira namorada
A professora do jardim
Companheiros de estrada
Não se lembram mais de mim
Amizade abandonada
Só colegas de profissão
A família separada
Meus vizinhos eu nem sei quem são
Pior que tudo isso é te perder
Ter que chorar, ter que sofrer
Pra aprender então a dar valor
A um grande amor
Pior que tudo isso é te perder
Ter que chorar, ter que sofrer
Pra aprender então a dar valor
Ao nosso amor
Não vá, não sei
Viver sem o teu amor
Não vá, não sei
Viver sem o teu amor
Mas tem coisas nesta vida que não voltam mais
Quanta gente a gente vive deixando pra trás
Mas tem coisas nesta vida que não voltam mais
A primeira namorada
A professora do jardim
Companheiros de estrada
Não se lembram mais de mim
Amizade abandonada
Só colegas de profissão
A família separada
Meus vizinhos eu nem sei quem são
Pior que tudo isso é te perder
Ter que chorar, ter que sofrer
Pra aprender então a dar valor
A um grande amor
Pior que tudo isso é te perder
Ter que chorar, ter que sofrer
Pra aprender então a dar valor
Ao nosso amor
Não vá, não sei
Viver sem o teu amor
Não vá, não sei
Viver sem o teu amor
sábado, 31 de dezembro de 2011
Mar morto
As noites de luar no cais são feitas para o amor, são nessas noites que se escutam gritos agudos de prazer e dor. Grito de um animal ferido, que ama como se fosse a ultima vez, para as mulheres que vivem com homens do mar o amor tem gosto de saudade. “Desgraçado é o destino da mulher que vai com um homem do mar, sorte boa não terá, infeliz destino é o seu, os seus olhos não pararão jamais de chorar. O mar é livre, mas aprisiona com correntes todas as pessoas que vivem dele. É belo e ao mesmo tempo terrível, pois morre de inveja da felicidade dos homens, desconta nas pessoas o amargo da sua infelicidade, da sua eterna solidão. E torna desgraçado o destino de quem depende dele para viver, aprisio- nando os homens e suas almas. A cada partida, nunca um thão! Nem até logo, sempre um adeus! Cada momento é vivido e sentido como se fosse o último. E realmente podia ser o último suspiro, o último beijo, a última carícia, em instantes tudo pode acaba. Para quem se vai a sensação diferente e única, uma espécie de medo e desejo de encontrar Iemanjá e toca nos seus lindos cabelos, nem que fosse só uma única vez, nem que pra isso tenha que anda sempre lado a lado abraçado com a morte. Não se sabe de um homem do mar que tenha envelhecido no seu saveiro ou na sua canoa; todos morrem no mar. Iemanjá tem ciúmes, então desencadeia as tempestades, que só são acalmadas com flores, presentes, oferendas. O mar pode ser muito cruel, quantas mulheres choraram, ascenderam velas implorando a Deus, por um milagre que não acontecia por uma volta que não vinha por isso insoso, por isso salgado, por isso morto.
Mucuripe
AS VELAS DO MUCURIPE
VÃO SAIR PARA PESCAR
VOU LEVAR AS MINHAS MÁGOAS
PRÁS ÁGUAS FUNDAS DO MAR
HOJE À NOITE NAMORAR
SEM TER MEDO DA SAUDADE SEM VONTADE
DE CASAR CALÇA NOVA DE RISCADO
PALETÓ DE LINHO BRANCO
QUE ATÉ O MÊS PASSADO
LÁ NO CAMPO AINDA ERA FLÔR
SOB O MEU CHAPÉU QUEBRADO
O SORRISO INGÊNUO E FRANCO
DE UM RAPAZ NOVO ENCANTADO
AQUELA ESTRELA É DELA VIDA VENTO VELA LEVA-ME DAQUI
Composição: Fagner e Belchior
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